Título: Hiperandrogenismo e a repercussão na pele
Autores:DENISE STEINER
Professora adjunta da Faculdade de Medicina de Jundiaí; Doutora pela UNICAMP; Dermatologia pela SBD com residência na Universidade de São Paulo; Coordenadora do Depto. de Cosmiatria da SBD; Presidente do V Distrito Dermatológico da Reginal São Paulo da SBD
Procedência e dados para referência bibliográfica:
Referências
Trüb RM, Pericin M, Hafner J, Burg G. Bündelhaar - Follikulitis. Der Hautarzt 1997; 48: 266-269.
Sampaio SAP, Rivitti EA. Dermatologia. Editora 1999, pp306.
Smith NP, Sanderson KV. Tufted folliculitis of the scalp. J R Soc Med 1978; 71:606-8.
Annessi G. Tufted folliculitis of the scalp: A distintive clinicohistological variant of folliculitis decalvans. British J Dermatol 1998; 138: 799-805.
Offidani A, Cellini A, Giangiacomi M, Bossi G: Folliculite épilante de Quinquaud et cheveux en touffes. Ann Dermatol Vénéréol 1994; 121: 319-321.
Tong AKF, Baden HP: Tufted hair folliculitis. J Am Acad Dermatol 1989; 21: 1096-1099.
Orfanos CE. Haar und Haarkrankheiten. Gustav Fischer Verlag. Stutgart. New York 1991. pp 438-40
Secchi T, Balme B, Thomas L, Viornery P, Moulin G: Folliculites en touffes du cuir chevelu. Ann Dermatol Vénéréol 1994; 121: 479-481.
Petroni´c, Rosi´c V, Kruni´c A, Mijuskovi´c M, Vesi´c S. Tufted hair folliculitis: A pattern of scarring alopecia? J Am Acad Dermatol 1999; 41: 112-114.
Sajyo S, Tagami H. Tufted hair folliculitis developing in a recalcitraht lesion of penphigus vulgaris. J Am Acad Dermatol 1998; 38: 857-859.
Pujol RM, García-Patos V, Ravella Mateu A, Casanova JM, Moragas JM: Tufted hair folliculitis: A specific disease? Br J Dermatol 1994; 130: 259-260.
Ramos ML, Muñoz - Pérez MA, Pons A, Ortega M, Camacho F. Acne Keloidalis nuchae and Tufted hair folliculitis. Dermatology 1997; 194: 71-73.
Dalziel KL, Telfer NR, Wilson CL, Dawber RPR: Tufted folliculitis; a specific bacterial disease? Am J Dermatopathol 1990; 12: 37-41.
Pujol RM, Matías-Guíu X, García-Patos V, Moragas JM: Tufted hair folliculitis. Clin Exp Dermatol 1991; 16: 199-201.
Um resumo pessoal sobre o conteúdo do artigo
Arrazoado pelo qual considera que o artigo é importante ou contribui de alguma forma para o tema:
Várias alterações da pele, como acne, hirsutismo e alopecia androgenética, estão relacionadas ao aumento ou desequilíbrio do metabolismo dos andrógenos. Daí a importancia do conhecimento vasto do dermatologista acerca desse assunto, queixa muito frequente em seu consultorio, ultrapassando os limites da estetica, atingindo o estado psiquico das pacientes acometeidas, melhorando sua qualidade de vida quando solucionado. Por isso, como a metabolismo hormonal é o principal fator desencadeante da acne, é importante uma melhor abordagem do mesmo.
terça-feira, 19 de maio de 2009
Pesquisa em base de dados
Hiperandrogenismo e a repercussão na pele
*Artigo original no idioma Português Brasileiro.
VOLUME 77 - Nº 2: Educação médica continuada
Ver todas as ilustrações Download do Artigo em PDF Imprimir Artigo
Autoria
DENISE STEINER
Professora adjunta da Faculdade de Medicina de Jundiaí; Doutora pela UNICAMP; Dermatologia pela SBD com residência na Universidade de São Paulo; Coordenadora do Depto. de Cosmiatria da SBD; Presidente do V Distrito Dermatológico da Reginal São Paulo da SBD
RESUMO
Várias alterações da pele, como acne, hirsutismo e alopecia androgenética, estão relacionadas ao aumento ou desequilíbrio do metabolismo dos andrógenos.
O dermatologista recebe com freqüência essas queixas e necessita abordá-las de maneira objetiva e eficaz.
Neste artigo os autores enfocam o metabolismo desses hormônios, as principais doenças causadas por seu excesso, a avaliação laboratorial dos pacientes e os tratamentos conhecidos e consagrados pela prática dermatológica.
Palavras-chave: PELE, ACNE VULGAR, HIRSUTISMO, ALOPECIA, ANDROGENIOS ,
INTRODUÇÃO
Alterações como acne, hirsutismo e, mesmo. alopecia androgenética feminina são freqüentes na prática do dermatologista. Muito se tem escrito a respeito da relação dessas doenças com o hiperandrogenismo. Apesar disso. o profissional da área ainda encontra dificuldades em abordar dermatoses em que ocorram distúrbios hormonais, bem como em fazer o diagnóstico laboratorial dos mesmos. Também é confuso o limite entre a abordagem isolada do dermatologista e o encaminhamento para o endocrinologista ou ginecologista.
Serão discutidos aqui os principais fatores na fisiopatologia da acne, do hirsutismo e da alopecia androgenética, bem como a maneira de abordá-los e tratá-los.
ALTERAÇÕES DA PELE RELACIONADAS AO HIPERANDROGENISMO
As principais alterações da pele relacionadas ao hiperandrogenismo são: acne da mulher adulta, alopecia androgenética e hirsutismo.1,2
A acne da mulher adulta tem aparecimento tardio, ocorre na região do mento e pescoço, piora na pré-menstruação e não tem boa resposta ao tratamento convencional (Figuras 4 e 4.1). Essa acne pode estar associada ao hirsutismo, alopecia androgenética. além de irregularidade menstrual e alterações laboratoriais de hiperandrogenismo. A associação orgânica mais freqüente é com ovário policístico. Outra característica é a má resposta aos tratamentos convencionais tópicos e também à tetraciclina. além de apresentar índice alto de recidiva com a utilização de isotretinoina.
A alopecia androgenética nas mulheres é caracterizada por rarefação difusa da região frontoparietal sem o padrão específico de entradas, que ocorre na calvície masculina ( Figuras 5 e 5.1).
É importante registrar que a alopecia androgenética da mulher é prevalente, inicia na puberdade e em geral não está relacionada com hiperandrogenismo. É necessário diferenciar a calvície feminina genética daquela que ocorre devido ao aumento dos andrógenos (androgênica).
O hirsutismo representa o crescimento de pêlos terminais nas áreas andrógeno-dependentes nos locais em que a mulher teria apenas cabelos tipo velus (penugem) (Figuras 6 e 6.1).Pode ser isolado, representando uma tendência genética, ou associado a disfunções hormonais.75
TRATAMENTO DAS CONDIÇÕES HIPERANDROGÊNICAS
O mais importante no tratamento das alterações de hiperandrogenismo é o diagnóstico correto. caracterizando a exata origem do excesso de produção hormonal.
CORTICOESTERÓIDE
O corticoesteróide em baixa dosagem é o tratamento de escolha para a hiperplasia supra-renal congênita tardia. Doses de 5mg de prednisona uma vez à noite ou 0,125 a 0,500mg de dexametasona uma vez à noite promovem a normalização da produção de cortisol e andrógenos.76,77
PÍLULA ANTICONCEPCIONAL (CONTRACEPTIVO ORAL)
A associação de estrógeno e progesterona em baixas doses costumam controlar os quadros de hiperandrogenismo de leve a moderado. Na clínica, a melhor resposta ocorre em relação à acne hormonal, depois alopecia androgenética e, por último, hirsutismo. 78,79 Os estrógenos agem aumentando o nível de SBHG, diminuindo a testosterona circulante. A progesterona dos anticoncepcionais e mais importante do que o estradiol, principalmente quando tem efeito antiandrogênico.80 Os progestágenos, conforme sua característica molecular, podem ser androgênicos, neutros ou antiandrogênicos. A melhor progesterona para o tratamento dos quadros androgênicos é o acetato de ciproterona.78,81,82 Na forma de pílula essa medicação é usada na dose de 2mg/dia associada ao etinil estradiol em baixa dose. O acetato de ciproterona também é usado na dosagem de 50mg/dia associado ao etinil estradiol em casos mais graves de hiperandrogenismo.83
As pílulas que contenham só progesterona e aquelas para suprimir a menstruação podem piorar o hiperandrogenismo. Os efeitos colaterais dos contraceptivos englobam retenção hídrica, aumento de peso, das mamas, mastodinia, enjôo, mal-estar gástrico e dor nas pernas em 10% dos casos. O acetato de ciproterona associado ao etinil estradiol é principal tratamento para hiperandrogenismo associado ao quadro de ovário policístico.84,83
Outros contraceptivos com características antiandrozênicas ou neutras também podem ser usados para o tratamento. sempre associados ao etinil estradiol em baixas doses. Os principais progestágenos são gestodeno. desogestrel e levonogestrel.
ESPIRONOLACTONA
A espironolactona, muito utilizada no tratamento de estados hiperandrogênicos. tem mecanismo de ação multifatorial:
l.diminui a produção de testosterona;
2. diminui a ação da 5-alfa-redutase no metabolismo intracelular;
3.aumenta a transformação de testosterona em estradiol;
4.compete com o receptor específico para DHT.2,85 As doses de tratamento dos quadros de hiperandrogenismo variam de 100-300mg/dia.
A acne hormonal necessita de doses por solta de 100mg/dia. enquanto a alopecia androgenética e o hirsutismo necessitam de doses em torno de 200mg/dia.85,86 Os efeitos colaterais nessas doses são freqüentes. principalmente irregularidades menstruais. mastodinia. enjôo. fraqueza. hipotensão, variações de humor e diminuição da libido.86,87,88 O medicamento também pode ser hepatotóxico e aumentar os níveis de potássio.
Assim como outros antiandrogénos, não pode ser usado por homens e mulheres com pretensão de engravidar.87
FLUTAMIDA
A flutamida é um antiandrógeno periférico sem características hormonais que age por competição no receptor intracelular.89,90 Em doses altas tem sido usada em homens para o controle de câncer da próstata com metástase. No caso de hiperandrogenismo é utilizada nas doses de 125-250mg 2x/dia, por período não inferior a quatro meses.91 O tempo preconizado para tratar a acne é cerca de três meses; e, para a alopecia androgenética e o hirsutismo, seis meses.89,92 Ela pode ser hepatotóxica, sendo necessário o controle das enzimas hepáticas antes do início do tratamento e a cada três meses. Doses usadas para esses casos não costumam estar associadas à hepatite medicamentosa. Em geral a droga é bem tolerada, podendo, no entanto, raramente produzir enjôo, mal-estar, aumento de peso e diminuição da libido. É contra-indicada para homens e mulheres com pretensão de engravidar, pois pode haver feminilização do feto masculino.
FINASTERIDA
É um inibidor da 5-alfa-redutase 2 e, na dose de 1 mg por cápsula, é a droga de escolha para o tratamento da alopecia androgenética masculina. No hirsutismo feminino parece haver necessidade de doses mais altas. Não funciona no tratamento da acne, uma vez que não inibe a 5-alfa-redutase 1, que estimula a produção da glândula sebácea. É uma droga segura não hepatotóxica, só havendo referências à diminuição da libido em 1,8% dos homens tratados. É contra-indicada para mulheres com pretensão de engravidar.
ISOTRETINOÍNA
A isotretinoína não age na diminuição dos andrógenos circulantes. Relatos atuais demonstram sua ação na diminuição da 5-alfa-redutase tipo 1, melhorando a acne e não agindo na calvície ou no hirsutismo.
Finalmente, a perda de peso também é importante, pois diminui a transformação periférica dos hormônios, dimuindo o andrógeno circulante e a tolerância à glicose.
O tratamento do hiperandrogenismo depende de um diagnóstico preciso e de um bom relacionamento médico/paciente.
Referências
Trüb RM, Pericin M, Hafner J, Burg G. Bündelhaar - Follikulitis. Der Hautarzt 1997; 48: 266-269.
Sampaio SAP, Rivitti EA. Dermatologia. Editora 1999, pp306.
Smith NP, Sanderson KV. Tufted folliculitis of the scalp. J R Soc Med 1978; 71:606-8.
Annessi G. Tufted folliculitis of the scalp: A distintive clinicohistological variant of folliculitis decalvans. British J Dermatol 1998; 138: 799-805.
Offidani A, Cellini A, Giangiacomi M, Bossi G: Folliculite épilante de Quinquaud et cheveux en touffes. Ann Dermatol Vénéréol 1994; 121: 319-321.
Tong AKF, Baden HP: Tufted hair folliculitis. J Am Acad Dermatol 1989; 21: 1096-1099.
Orfanos CE. Haar und Haarkrankheiten. Gustav Fischer Verlag. Stutgart. New York 1991. pp 438-40
Secchi T, Balme B, Thomas L, Viornery P, Moulin G: Folliculites en touffes du cuir chevelu. Ann Dermatol Vénéréol 1994; 121: 479-481.
Petroni´c, Rosi´c V, Kruni´c A, Mijuskovi´c M, Vesi´c S. Tufted hair folliculitis: A pattern of scarring alopecia? J Am Acad Dermatol 1999; 41: 112-114.
Sajyo S, Tagami H. Tufted hair folliculitis developing in a recalcitraht lesion of penphigus vulgaris. J Am Acad Dermatol 1998; 38: 857-859.
Pujol RM, García-Patos V, Ravella Mateu A, Casanova JM, Moragas JM: Tufted hair folliculitis: A specific disease? Br J Dermatol 1994; 130: 259-260.
Ramos ML, Muñoz - Pérez MA, Pons A, Ortega M, Camacho F. Acne Keloidalis nuchae and Tufted hair folliculitis. Dermatology 1997; 194: 71-73.
Dalziel KL, Telfer NR, Wilson CL, Dawber RPR: Tufted folliculitis; a specific bacterial disease? Am J Dermatopathol 1990; 12: 37-41.
Pujol RM, Matías-Guíu X, García-Patos V, Moragas JM: Tufted hair folliculitis. Clin Exp Dermatol 1991; 16: 199-201.
*Artigo original no idioma Português Brasileiro.
VOLUME 77 - Nº 2: Educação médica continuada
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Autoria
DENISE STEINER
Professora adjunta da Faculdade de Medicina de Jundiaí; Doutora pela UNICAMP; Dermatologia pela SBD com residência na Universidade de São Paulo; Coordenadora do Depto. de Cosmiatria da SBD; Presidente do V Distrito Dermatológico da Reginal São Paulo da SBD
RESUMO
Várias alterações da pele, como acne, hirsutismo e alopecia androgenética, estão relacionadas ao aumento ou desequilíbrio do metabolismo dos andrógenos.
O dermatologista recebe com freqüência essas queixas e necessita abordá-las de maneira objetiva e eficaz.
Neste artigo os autores enfocam o metabolismo desses hormônios, as principais doenças causadas por seu excesso, a avaliação laboratorial dos pacientes e os tratamentos conhecidos e consagrados pela prática dermatológica.
Palavras-chave: PELE, ACNE VULGAR, HIRSUTISMO, ALOPECIA, ANDROGENIOS ,
INTRODUÇÃO
Alterações como acne, hirsutismo e, mesmo. alopecia androgenética feminina são freqüentes na prática do dermatologista. Muito se tem escrito a respeito da relação dessas doenças com o hiperandrogenismo. Apesar disso. o profissional da área ainda encontra dificuldades em abordar dermatoses em que ocorram distúrbios hormonais, bem como em fazer o diagnóstico laboratorial dos mesmos. Também é confuso o limite entre a abordagem isolada do dermatologista e o encaminhamento para o endocrinologista ou ginecologista.
Serão discutidos aqui os principais fatores na fisiopatologia da acne, do hirsutismo e da alopecia androgenética, bem como a maneira de abordá-los e tratá-los.
ALTERAÇÕES DA PELE RELACIONADAS AO HIPERANDROGENISMO
As principais alterações da pele relacionadas ao hiperandrogenismo são: acne da mulher adulta, alopecia androgenética e hirsutismo.1,2
A acne da mulher adulta tem aparecimento tardio, ocorre na região do mento e pescoço, piora na pré-menstruação e não tem boa resposta ao tratamento convencional (Figuras 4 e 4.1). Essa acne pode estar associada ao hirsutismo, alopecia androgenética. além de irregularidade menstrual e alterações laboratoriais de hiperandrogenismo. A associação orgânica mais freqüente é com ovário policístico. Outra característica é a má resposta aos tratamentos convencionais tópicos e também à tetraciclina. além de apresentar índice alto de recidiva com a utilização de isotretinoina.
A alopecia androgenética nas mulheres é caracterizada por rarefação difusa da região frontoparietal sem o padrão específico de entradas, que ocorre na calvície masculina ( Figuras 5 e 5.1).
É importante registrar que a alopecia androgenética da mulher é prevalente, inicia na puberdade e em geral não está relacionada com hiperandrogenismo. É necessário diferenciar a calvície feminina genética daquela que ocorre devido ao aumento dos andrógenos (androgênica).
O hirsutismo representa o crescimento de pêlos terminais nas áreas andrógeno-dependentes nos locais em que a mulher teria apenas cabelos tipo velus (penugem) (Figuras 6 e 6.1).Pode ser isolado, representando uma tendência genética, ou associado a disfunções hormonais.75
TRATAMENTO DAS CONDIÇÕES HIPERANDROGÊNICAS
O mais importante no tratamento das alterações de hiperandrogenismo é o diagnóstico correto. caracterizando a exata origem do excesso de produção hormonal.
CORTICOESTERÓIDE
O corticoesteróide em baixa dosagem é o tratamento de escolha para a hiperplasia supra-renal congênita tardia. Doses de 5mg de prednisona uma vez à noite ou 0,125 a 0,500mg de dexametasona uma vez à noite promovem a normalização da produção de cortisol e andrógenos.76,77
PÍLULA ANTICONCEPCIONAL (CONTRACEPTIVO ORAL)
A associação de estrógeno e progesterona em baixas doses costumam controlar os quadros de hiperandrogenismo de leve a moderado. Na clínica, a melhor resposta ocorre em relação à acne hormonal, depois alopecia androgenética e, por último, hirsutismo. 78,79 Os estrógenos agem aumentando o nível de SBHG, diminuindo a testosterona circulante. A progesterona dos anticoncepcionais e mais importante do que o estradiol, principalmente quando tem efeito antiandrogênico.80 Os progestágenos, conforme sua característica molecular, podem ser androgênicos, neutros ou antiandrogênicos. A melhor progesterona para o tratamento dos quadros androgênicos é o acetato de ciproterona.78,81,82 Na forma de pílula essa medicação é usada na dose de 2mg/dia associada ao etinil estradiol em baixa dose. O acetato de ciproterona também é usado na dosagem de 50mg/dia associado ao etinil estradiol em casos mais graves de hiperandrogenismo.83
As pílulas que contenham só progesterona e aquelas para suprimir a menstruação podem piorar o hiperandrogenismo. Os efeitos colaterais dos contraceptivos englobam retenção hídrica, aumento de peso, das mamas, mastodinia, enjôo, mal-estar gástrico e dor nas pernas em 10% dos casos. O acetato de ciproterona associado ao etinil estradiol é principal tratamento para hiperandrogenismo associado ao quadro de ovário policístico.84,83
Outros contraceptivos com características antiandrozênicas ou neutras também podem ser usados para o tratamento. sempre associados ao etinil estradiol em baixas doses. Os principais progestágenos são gestodeno. desogestrel e levonogestrel.
ESPIRONOLACTONA
A espironolactona, muito utilizada no tratamento de estados hiperandrogênicos. tem mecanismo de ação multifatorial:
l.diminui a produção de testosterona;
2. diminui a ação da 5-alfa-redutase no metabolismo intracelular;
3.aumenta a transformação de testosterona em estradiol;
4.compete com o receptor específico para DHT.2,85 As doses de tratamento dos quadros de hiperandrogenismo variam de 100-300mg/dia.
A acne hormonal necessita de doses por solta de 100mg/dia. enquanto a alopecia androgenética e o hirsutismo necessitam de doses em torno de 200mg/dia.85,86 Os efeitos colaterais nessas doses são freqüentes. principalmente irregularidades menstruais. mastodinia. enjôo. fraqueza. hipotensão, variações de humor e diminuição da libido.86,87,88 O medicamento também pode ser hepatotóxico e aumentar os níveis de potássio.
Assim como outros antiandrogénos, não pode ser usado por homens e mulheres com pretensão de engravidar.87
FLUTAMIDA
A flutamida é um antiandrógeno periférico sem características hormonais que age por competição no receptor intracelular.89,90 Em doses altas tem sido usada em homens para o controle de câncer da próstata com metástase. No caso de hiperandrogenismo é utilizada nas doses de 125-250mg 2x/dia, por período não inferior a quatro meses.91 O tempo preconizado para tratar a acne é cerca de três meses; e, para a alopecia androgenética e o hirsutismo, seis meses.89,92 Ela pode ser hepatotóxica, sendo necessário o controle das enzimas hepáticas antes do início do tratamento e a cada três meses. Doses usadas para esses casos não costumam estar associadas à hepatite medicamentosa. Em geral a droga é bem tolerada, podendo, no entanto, raramente produzir enjôo, mal-estar, aumento de peso e diminuição da libido. É contra-indicada para homens e mulheres com pretensão de engravidar, pois pode haver feminilização do feto masculino.
FINASTERIDA
É um inibidor da 5-alfa-redutase 2 e, na dose de 1 mg por cápsula, é a droga de escolha para o tratamento da alopecia androgenética masculina. No hirsutismo feminino parece haver necessidade de doses mais altas. Não funciona no tratamento da acne, uma vez que não inibe a 5-alfa-redutase 1, que estimula a produção da glândula sebácea. É uma droga segura não hepatotóxica, só havendo referências à diminuição da libido em 1,8% dos homens tratados. É contra-indicada para mulheres com pretensão de engravidar.
ISOTRETINOÍNA
A isotretinoína não age na diminuição dos andrógenos circulantes. Relatos atuais demonstram sua ação na diminuição da 5-alfa-redutase tipo 1, melhorando a acne e não agindo na calvície ou no hirsutismo.
Finalmente, a perda de peso também é importante, pois diminui a transformação periférica dos hormônios, dimuindo o andrógeno circulante e a tolerância à glicose.
O tratamento do hiperandrogenismo depende de um diagnóstico preciso e de um bom relacionamento médico/paciente.
Referências
Trüb RM, Pericin M, Hafner J, Burg G. Bündelhaar - Follikulitis. Der Hautarzt 1997; 48: 266-269.
Sampaio SAP, Rivitti EA. Dermatologia. Editora 1999, pp306.
Smith NP, Sanderson KV. Tufted folliculitis of the scalp. J R Soc Med 1978; 71:606-8.
Annessi G. Tufted folliculitis of the scalp: A distintive clinicohistological variant of folliculitis decalvans. British J Dermatol 1998; 138: 799-805.
Offidani A, Cellini A, Giangiacomi M, Bossi G: Folliculite épilante de Quinquaud et cheveux en touffes. Ann Dermatol Vénéréol 1994; 121: 319-321.
Tong AKF, Baden HP: Tufted hair folliculitis. J Am Acad Dermatol 1989; 21: 1096-1099.
Orfanos CE. Haar und Haarkrankheiten. Gustav Fischer Verlag. Stutgart. New York 1991. pp 438-40
Secchi T, Balme B, Thomas L, Viornery P, Moulin G: Folliculites en touffes du cuir chevelu. Ann Dermatol Vénéréol 1994; 121: 479-481.
Petroni´c, Rosi´c V, Kruni´c A, Mijuskovi´c M, Vesi´c S. Tufted hair folliculitis: A pattern of scarring alopecia? J Am Acad Dermatol 1999; 41: 112-114.
Sajyo S, Tagami H. Tufted hair folliculitis developing in a recalcitraht lesion of penphigus vulgaris. J Am Acad Dermatol 1998; 38: 857-859.
Pujol RM, García-Patos V, Ravella Mateu A, Casanova JM, Moragas JM: Tufted hair folliculitis: A specific disease? Br J Dermatol 1994; 130: 259-260.
Ramos ML, Muñoz - Pérez MA, Pons A, Ortega M, Camacho F. Acne Keloidalis nuchae and Tufted hair folliculitis. Dermatology 1997; 194: 71-73.
Dalziel KL, Telfer NR, Wilson CL, Dawber RPR: Tufted folliculitis; a specific bacterial disease? Am J Dermatopathol 1990; 12: 37-41.
Pujol RM, Matías-Guíu X, García-Patos V, Moragas JM: Tufted hair folliculitis. Clin Exp Dermatol 1991; 16: 199-201.
Pesquisa ao BVS
Resultados 1-6 de 6 1. Looking back to the future--acne.
Autor(es): Cunliffe WJ
Fonte: Dermatology; 204(3): 167-72, 2002.
MEDLINE - Literatura Internacional em Ciências da Saúde PMID: 12037442
Artigo Idioma(s): Inglês
Tipo de publicação: Artigo de Revista; Revisão
Assunto(s): Acne Vulgar/diagnóstico Acne Vulgar/quimioterapia Agentes Antibacterianos/uso terapêutico Agentes Dermatológicos/uso terapêutico Propionibacterium acnes/isolamento & purificação Acne Vulgar/fisiopatologia Animais Ensaios Clínicos como Assunto Dermatologia/tendências Feminino Previsões Humanos Masculino Prognóstico Propionibacterium acnes/efeitos de drogas Pesquisa Índice de Gravidade de Doença Resultado de Tratamento
Selecionar Imprimir Fotocópia 2. Antibiotic sensitivity of Propionibacterium acnes isolates from patients with acne vulgaris in a tertiary dermatological referral centre in Singapore.
Autor(es): Tan HH; Goh CL; Yeo MG; Tan ML
Fonte: Ann Acad Med Singapore; 30(1): 22-5, 2001 Jan.
MEDLINE - Literatura Internacional em Ciências da Saúde PMID: 11242619
Artigo Idioma(s): Inglês
Tipo de publicação: Ensaio Clínico; Estudo Comparativo; Artigo de Revista
Resumo: OBJECTIVES: To study the minimum inhibitory concentrations (MICs) of Propionibacterium acnes (P. acnes) isolates to selected antibiotics from patients with acne vulgaris in Singapore and determine if resistance increases with prolonged use of antibiotics. DESIGN: A single-centre prospective study. SETTING: Tertiary dermatological referral centre in Singapore. PATIENTS: One hundred and fifty patients with acne vulgaris seen at the National Skin Centre. RESULTS: In patients who had never been (mais) on antibiotics, there were no resistant isolates of P. acnes. In patients who had been on short-term antibiotics (between 6 to 18 weeks), there were 2 resistant strains among the 34 isolates (6.25%); in patients who had been on antibiotics for longer periods, there were 11 resistant strains among the 51 isolates (21.6%). The differences in the rates of isolation of resistant strains between patients who had not been on antibiotics to those that had been on long-term antibiotics were statistically significant (P = 0.015). There was also a significant difference in isolation of resistant strains from those on short-term antibiotics compared to those who had been on long-term antibiotics (P = 0.036). Resistance to erythromycin was most commonly encountered. Most of the erythromycin-resistant strains also showed cross-resistance to clindamycin. The average MICs to antibiotics such as minocycline, erythromycin and clindamycin in those on long-term antibiotics were significantly higher when compared to patients who had not been on antibiotics. CONCLUSIONS: Antibiotic resistance in P. acnes isolates in Singapore follows similar patterns to studies conducted in Europe. Resistance to erythromycin was most commonly seen, and this is associated with cross-resistance to clindamycin. Among the tetracycline group of drugs, the average MICs to tetracycline was higher than that for doxycycline, which in turn was higher than that for minocycline. Antibiotic resistance can occur with short-term antibiotic courses, and the rate of resistance increases as the duration of antibiotic consumption increases.
Assunto(s): Acne Vulgar/microbiologia Agentes Antibacterianos/farmacologia Resistência Microbiana a Medicamentos Propionibacterium acnes/efeitos de drogas Acne Vulgar/quimioterapia Adulto Instituições de Assistência Ambulatorial Agentes Antibacterianos/administração & dosagem Feminino Infecções por Bactérias Gram-Positivas/quimioterapia Humanos Masculino Testes de Sensibilidade Microbiana Probabilidade Propionibacterium acnes/isolamento & purificação Referência e Consulta Sensibilidade e Especificidade Singapura
Selecionar Imprimir Fotocópia 3. Digital fluorescence as a parameter of Propionibacterium acnes suppression needs assessment.
Autor(es): Burkhart CN
Fonte: Int J Dermatol; 40(2): 101-3, 2001 Feb.
MEDLINE - Literatura Internacional em Ciências da Saúde PMID: 11328389
Artigo Idioma(s): Inglês
Tipo de publicação: Artigo de Revista
Assunto(s): Acne Vulgar/diagnóstico Fluorescência Fotografia/métodos Propionibacterium acnes/crescimento & desenvolvimento Propionibacterium acnes/efeitos de radiação Humanos
Selecionar Imprimir Fotocópia 4. Propionibacterium acnes biotypes and susceptibility to minocycline and Keigai-rengyo-to.
Autor(es): Higaki S; Nakamura M; Morohashi M; Yamagishi T
Fonte: Int J Dermatol; 43(2): 103-7, 2004 Feb.
MEDLINE - Literatura Internacional em Ciências da Saúde PMID: 15125499
Artigo Idioma(s): Inglês
Tipo de publicação: Estudo Comparativo; Artigo de Revista
Resumo: BACKGROUND: Propionibacterium acnes is the predominant organism in acne lesions, but the sensitivity of different biotypes of P. acnes to therapeutic agents has seldom been reported. METHODS: To characterize biotypes of P. acnes and to measure the effects of Keigai-rengyo-to (KRT) and minocycline (MINO) on clinical P. acnes isolates. RESULTS: Propionibacterium acnes biotype III (BIII) is the most common form of identified acne lesion, followed by P. acnes biotype I. BIII was isolated from m (mais) ild, moderate and severe severity and the average lipase activity of BIII was higher than that of Biotypes I, II, IV and V. No significant differences in the decrease of free fatty acid production elicited by KRT or by MINO were found between BIII and the other biotypes. The degree of decreased butyric acid production was greater than that of propionic acid production in the medium supplemented with MINO. The percent decrease of butyric acid production elicited by 1 mg/mL of KRT was the same as that elicited by 0.1 microg/mL of MINO. Among biotypes of P. acnes, the minimal inhibitory concentrations of agents tested were generally higher in erythritol-positive biotypes than in erythritol-negative biotypes. CONCLUSION: The high frequency of BIII might be responsible for the severity of acne in patients. It seems that if the same concentrations of MINO and KRT are used, the antilipase activity of MINO is stronger than that of KRT. Minocycline also has a direct anti-lipase activity against P. acnes. The mechanism underlying the influence of erythritol on the susceptibility of P. acnes to these agents remains unknown.
Assunto(s): Acne Vulgar/quimioterapia Medicamentos de Ervas Chinesas/farmacologia Minociclina/farmacologia Propionibacterium acnes/classificação Propionibacterium acnes/efeitos de drogas Acne Vulgar/microbiologia Adulto Técnica de Tipagem Bacteriana Farmacorresistência Bacteriana Feminino Humanos Masculino Medicina Kampo Testes de Sensibilidade Microbiana Medição de Risco Amostragem Sensibilidade e Especificidade
Selecionar Imprimir Fotocópia 5. Acne necroticans (varioliformis) versus Propionibacterium acnes folliculitis.
Autor(es): Maibach HI
Fonte: J Am Acad Dermatol; 21(2 Pt 1): 323, 1989 Aug.
MEDLINE - Literatura Internacional em Ciências da Saúde PMID: 2527876
Artigo Idioma(s): Inglês
Tipo de publicação: Comentário; Carta
Assunto(s): Acne Vulgar/microbiologia Corynebacterium Propionibacterium acnes Acne Vulgar/diagnóstico Infecções Bacterianas Diagnóstico Diferencial Humanos
Selecionar Imprimir Fotocópia 6. A study on the characterization of Corynebacterium acnes.
Autor(es): Takizawa K
Fonte: J Dermatol; 4(5): 193-202, 1977 Oct.
MEDLINE - Literatura Internacional em Ciências da Saúde PMID: 15461349
Artigo Idioma(s): Inglês
Tipo de publicação: Estudo Comparativo; Artigo de Revista
Resumo: Forty-nine strains of anaerobic gram-positive rods were used in a systematic study of their biochemical and physiological reactions and morphological characteristics and were also subjected to gas chromatographic analyses in an effort to classify them as strains of Corynebacterium acnes (C. acnes). The strains were isolated both from lesions in acne vulgaris and from normal skin. According to their biochemical and physiological characters, these 49 strains were divided into six subgroups (S (mais) ubgroup A-F). They were also separated into two morphological types. The larger of these two types included gram-positive, unevently staining pleomorphic rods (35 strains); the smaller type contained shorter coccal rods similar to Peptostreptococci (14 strains). The macroscopic appearance of the colonies of both types was the same. All strains of the smaller type showed the same biochemical and physiological characteristics which were of the saccharolytic type (Subgroup B) suggesting a close relationship between the microscopic appearance of the strains and their biochemical and physiological characteristics. Upon microscopical observation, the changing the pH of the media did not cause any transformation of the organism from one type to another. Between pH 6.0 and 6.5 all strains grew well but above pH 8.0 growth was poor. The gas chromatographic analyses demonstrated that selected sample strains from each of the six subgroups showed the same characteristic chromatograph, suggesting that they could be of the same species, i.e., C. acnes.
Assunto(s): Acne Vulgar/microbiologia Propionibacterium acnes/isolamento & purificação Propionibacterium acnes/ultraestrutura Estudos de Casos e Controles Cromatografia Gasosa Contagem de Colônia Microbiana Meios de Cultura Feminino Humanos Japão Masculino Sensibilidade e Especificidade
Autor(es): Cunliffe WJ
Fonte: Dermatology; 204(3): 167-72, 2002.
MEDLINE - Literatura Internacional em Ciências da Saúde PMID: 12037442
Artigo Idioma(s): Inglês
Tipo de publicação: Artigo de Revista; Revisão
Assunto(s): Acne Vulgar/diagnóstico Acne Vulgar/quimioterapia Agentes Antibacterianos/uso terapêutico Agentes Dermatológicos/uso terapêutico Propionibacterium acnes/isolamento & purificação Acne Vulgar/fisiopatologia Animais Ensaios Clínicos como Assunto Dermatologia/tendências Feminino Previsões Humanos Masculino Prognóstico Propionibacterium acnes/efeitos de drogas Pesquisa Índice de Gravidade de Doença Resultado de Tratamento
Selecionar Imprimir Fotocópia 2. Antibiotic sensitivity of Propionibacterium acnes isolates from patients with acne vulgaris in a tertiary dermatological referral centre in Singapore.
Autor(es): Tan HH; Goh CL; Yeo MG; Tan ML
Fonte: Ann Acad Med Singapore; 30(1): 22-5, 2001 Jan.
MEDLINE - Literatura Internacional em Ciências da Saúde PMID: 11242619
Artigo Idioma(s): Inglês
Tipo de publicação: Ensaio Clínico; Estudo Comparativo; Artigo de Revista
Resumo: OBJECTIVES: To study the minimum inhibitory concentrations (MICs) of Propionibacterium acnes (P. acnes) isolates to selected antibiotics from patients with acne vulgaris in Singapore and determine if resistance increases with prolonged use of antibiotics. DESIGN: A single-centre prospective study. SETTING: Tertiary dermatological referral centre in Singapore. PATIENTS: One hundred and fifty patients with acne vulgaris seen at the National Skin Centre. RESULTS: In patients who had never been (mais) on antibiotics, there were no resistant isolates of P. acnes. In patients who had been on short-term antibiotics (between 6 to 18 weeks), there were 2 resistant strains among the 34 isolates (6.25%); in patients who had been on antibiotics for longer periods, there were 11 resistant strains among the 51 isolates (21.6%). The differences in the rates of isolation of resistant strains between patients who had not been on antibiotics to those that had been on long-term antibiotics were statistically significant (P = 0.015). There was also a significant difference in isolation of resistant strains from those on short-term antibiotics compared to those who had been on long-term antibiotics (P = 0.036). Resistance to erythromycin was most commonly encountered. Most of the erythromycin-resistant strains also showed cross-resistance to clindamycin. The average MICs to antibiotics such as minocycline, erythromycin and clindamycin in those on long-term antibiotics were significantly higher when compared to patients who had not been on antibiotics. CONCLUSIONS: Antibiotic resistance in P. acnes isolates in Singapore follows similar patterns to studies conducted in Europe. Resistance to erythromycin was most commonly seen, and this is associated with cross-resistance to clindamycin. Among the tetracycline group of drugs, the average MICs to tetracycline was higher than that for doxycycline, which in turn was higher than that for minocycline. Antibiotic resistance can occur with short-term antibiotic courses, and the rate of resistance increases as the duration of antibiotic consumption increases.
Assunto(s): Acne Vulgar/microbiologia Agentes Antibacterianos/farmacologia Resistência Microbiana a Medicamentos Propionibacterium acnes/efeitos de drogas Acne Vulgar/quimioterapia Adulto Instituições de Assistência Ambulatorial Agentes Antibacterianos/administração & dosagem Feminino Infecções por Bactérias Gram-Positivas/quimioterapia Humanos Masculino Testes de Sensibilidade Microbiana Probabilidade Propionibacterium acnes/isolamento & purificação Referência e Consulta Sensibilidade e Especificidade Singapura
Selecionar Imprimir Fotocópia 3. Digital fluorescence as a parameter of Propionibacterium acnes suppression needs assessment.
Autor(es): Burkhart CN
Fonte: Int J Dermatol; 40(2): 101-3, 2001 Feb.
MEDLINE - Literatura Internacional em Ciências da Saúde PMID: 11328389
Artigo Idioma(s): Inglês
Tipo de publicação: Artigo de Revista
Assunto(s): Acne Vulgar/diagnóstico Fluorescência Fotografia/métodos Propionibacterium acnes/crescimento & desenvolvimento Propionibacterium acnes/efeitos de radiação Humanos
Selecionar Imprimir Fotocópia 4. Propionibacterium acnes biotypes and susceptibility to minocycline and Keigai-rengyo-to.
Autor(es): Higaki S; Nakamura M; Morohashi M; Yamagishi T
Fonte: Int J Dermatol; 43(2): 103-7, 2004 Feb.
MEDLINE - Literatura Internacional em Ciências da Saúde PMID: 15125499
Artigo Idioma(s): Inglês
Tipo de publicação: Estudo Comparativo; Artigo de Revista
Resumo: BACKGROUND: Propionibacterium acnes is the predominant organism in acne lesions, but the sensitivity of different biotypes of P. acnes to therapeutic agents has seldom been reported. METHODS: To characterize biotypes of P. acnes and to measure the effects of Keigai-rengyo-to (KRT) and minocycline (MINO) on clinical P. acnes isolates. RESULTS: Propionibacterium acnes biotype III (BIII) is the most common form of identified acne lesion, followed by P. acnes biotype I. BIII was isolated from m (mais) ild, moderate and severe severity and the average lipase activity of BIII was higher than that of Biotypes I, II, IV and V. No significant differences in the decrease of free fatty acid production elicited by KRT or by MINO were found between BIII and the other biotypes. The degree of decreased butyric acid production was greater than that of propionic acid production in the medium supplemented with MINO. The percent decrease of butyric acid production elicited by 1 mg/mL of KRT was the same as that elicited by 0.1 microg/mL of MINO. Among biotypes of P. acnes, the minimal inhibitory concentrations of agents tested were generally higher in erythritol-positive biotypes than in erythritol-negative biotypes. CONCLUSION: The high frequency of BIII might be responsible for the severity of acne in patients. It seems that if the same concentrations of MINO and KRT are used, the antilipase activity of MINO is stronger than that of KRT. Minocycline also has a direct anti-lipase activity against P. acnes. The mechanism underlying the influence of erythritol on the susceptibility of P. acnes to these agents remains unknown.
Assunto(s): Acne Vulgar/quimioterapia Medicamentos de Ervas Chinesas/farmacologia Minociclina/farmacologia Propionibacterium acnes/classificação Propionibacterium acnes/efeitos de drogas Acne Vulgar/microbiologia Adulto Técnica de Tipagem Bacteriana Farmacorresistência Bacteriana Feminino Humanos Masculino Medicina Kampo Testes de Sensibilidade Microbiana Medição de Risco Amostragem Sensibilidade e Especificidade
Selecionar Imprimir Fotocópia 5. Acne necroticans (varioliformis) versus Propionibacterium acnes folliculitis.
Autor(es): Maibach HI
Fonte: J Am Acad Dermatol; 21(2 Pt 1): 323, 1989 Aug.
MEDLINE - Literatura Internacional em Ciências da Saúde PMID: 2527876
Artigo Idioma(s): Inglês
Tipo de publicação: Comentário; Carta
Assunto(s): Acne Vulgar/microbiologia Corynebacterium Propionibacterium acnes Acne Vulgar/diagnóstico Infecções Bacterianas Diagnóstico Diferencial Humanos
Selecionar Imprimir Fotocópia 6. A study on the characterization of Corynebacterium acnes.
Autor(es): Takizawa K
Fonte: J Dermatol; 4(5): 193-202, 1977 Oct.
MEDLINE - Literatura Internacional em Ciências da Saúde PMID: 15461349
Artigo Idioma(s): Inglês
Tipo de publicação: Estudo Comparativo; Artigo de Revista
Resumo: Forty-nine strains of anaerobic gram-positive rods were used in a systematic study of their biochemical and physiological reactions and morphological characteristics and were also subjected to gas chromatographic analyses in an effort to classify them as strains of Corynebacterium acnes (C. acnes). The strains were isolated both from lesions in acne vulgaris and from normal skin. According to their biochemical and physiological characters, these 49 strains were divided into six subgroups (S (mais) ubgroup A-F). They were also separated into two morphological types. The larger of these two types included gram-positive, unevently staining pleomorphic rods (35 strains); the smaller type contained shorter coccal rods similar to Peptostreptococci (14 strains). The macroscopic appearance of the colonies of both types was the same. All strains of the smaller type showed the same biochemical and physiological characteristics which were of the saccharolytic type (Subgroup B) suggesting a close relationship between the microscopic appearance of the strains and their biochemical and physiological characteristics. Upon microscopical observation, the changing the pH of the media did not cause any transformation of the organism from one type to another. Between pH 6.0 and 6.5 all strains grew well but above pH 8.0 growth was poor. The gas chromatographic analyses demonstrated that selected sample strains from each of the six subgroups showed the same characteristic chromatograph, suggesting that they could be of the same species, i.e., C. acnes.
Assunto(s): Acne Vulgar/microbiologia Propionibacterium acnes/isolamento & purificação Propionibacterium acnes/ultraestrutura Estudos de Casos e Controles Cromatografia Gasosa Contagem de Colônia Microbiana Meios de Cultura Feminino Humanos Japão Masculino Sensibilidade e Especificidade
pesquisa ao DeCs
DeCS
Descritor Inglês:
Acne Vulgaris
Descritor Espanhol:
Acné Vulgar
Descritor Português:
Acne Vulgar
Sinônimos Português:
Acne
Categoria:
C17.800.030.150C17.800.271.125.200C17.800.794.111
Definição Português:
Transtorno crônico do aparelho pilosebáceo associado com um aumento na secreção de sebo. É caracterizado por comedões abertos ("cravos" de cabeça preta), comedões fechados (de cabeça branca) e nódulas pustulares. A causa é desconhecida, sendo a hereditariedade e a idade fatores predispostos.
Nota de Indexação Português:
uma erupção acneiforme
Qualificadores Permitidos Português:
sangue
líquido céfalo-raquidiano
induzido quimicamente
classificação
congênito
complicações
dietoterapia
diagnóstico
quimioterapia
economia
etnologia
embriologia
enzimologia
epidemiologia
etiologia
genética
história
imunologia
metabolismo
microbiologia
mortalidade
enfermagem
patologia
prevenção & controle
fisiopatologia
parasitologia
psicologia
radiografia
reabilitação
cintilografia
radioterapia
cirurgia
terapia
urina
ultra-sonografia
veterinária
virologia
Número do Registro:
30958
Identificador Único:
D000152
Ocorrência na BVS:
LILACS
236
MEDLINE
2709
MEDLINE_1966-1996
4273
ADOLEC
145
HomeoIndex
18
MedCarib
5
REPIDISCA
2
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DeCS SciELO LILACS LIS
Descritor Inglês:
Acne Vulgaris
Descritor Espanhol:
Acné Vulgar
Descritor Português:
Acne Vulgar
Sinônimos Português:
Acne
Categoria:
C17.800.030.150C17.800.271.125.200C17.800.794.111
Definição Português:
Transtorno crônico do aparelho pilosebáceo associado com um aumento na secreção de sebo. É caracterizado por comedões abertos ("cravos" de cabeça preta), comedões fechados (de cabeça branca) e nódulas pustulares. A causa é desconhecida, sendo a hereditariedade e a idade fatores predispostos.
Nota de Indexação Português:
uma erupção acneiforme
Qualificadores Permitidos Português:
sangue
líquido céfalo-raquidiano
induzido quimicamente
classificação
congênito
complicações
dietoterapia
diagnóstico
quimioterapia
economia
etnologia
embriologia
enzimologia
epidemiologia
etiologia
genética
história
imunologia
metabolismo
microbiologia
mortalidade
enfermagem
patologia
prevenção & controle
fisiopatologia
parasitologia
psicologia
radiografia
reabilitação
cintilografia
radioterapia
cirurgia
terapia
urina
ultra-sonografia
veterinária
virologia
Número do Registro:
30958
Identificador Único:
D000152
Ocorrência na BVS:
LILACS
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2709
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4273
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REPIDISCA
2
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Ptiríase rósea
PTIRÍASE RÓSEA DE GIBERT
O que é?
É uma erupção aguda de pele, em geral de cor branca, autolimitada, que afeta principalmente adolescentes e adultos jovens de ambos os sexos. As lesões de pele são sucessivas e progressivas, com regressão e cura.
Como se desenvolve ou se adquire?
Embora a causa seja desconhecida, os sintomas ocasionais que antecedem a erupção, o curso característico da doença, a tendência para imunidade permanente, a freqüência maior em algumas estações do ano (como outono e primavera) indicam um agente infeccioso (viral) ainda não identificado. Porém, a doença não é contagiosa.
O que se sente?
Em geral, a erupção é assintomática. A coceira nas lesões pode ser leve (50% casos) a severa (25% casos). Não tão freqüentemente pode anteceder à erupção um quadro leve com sintomas semelhantes aos da gripe. Aparece uma placa inicial oval, bem delimitada, de 2-4cm de tamanho, com um colarete escamoso característico. É a chamada placa precursora ou placa mestra. Em poucos dias ou semanas, lesões de aparência semelhante, porém menores, aparecem ao redor da lesão inicial. A erupção envolve o tronco e partes mais próximas dos membros - braços e coxas. Poupa face e regiões das palmas das mãos e plantas dos pés.
As lesões no tronco tendem a seguir as linhas da pele, em sentido paralelo, resultando na aparência de "árvore de natal". As lesões curam em 6-8 semanas, podendo persistir por mais tempo. Existem formas atípicas, com lesões muito inflamatórias e em áreas não habituais.
Como se faz o diagnóstico?
O diagnóstico clínico é bem sugestivo pelo aparecimento da lesão precursora, seguimento das outras lesões em aparência e tempo característicos, assintomáticas em geral.
Muitas vezes é necessário exame de sangue para excluir outras doenças com quadro clínico semelhante (e com tratamento específico) ou até exame de pele (biópsia da lesão) para descartar outras doenças - principalmente quando a evolução for mais prolongada (ultrapassando 2 meses de curso) ou com lesões atípicas.
Como se trata?
A erupção cura espontaneamente na maioria dos casos, necessitando orientações apenas. Para alguns pacientes, é necessário medidas de alívio da coceira e hidratação da pele. A cura geralmente ocorre no período de 6 a 8 semanas, não deixando cicatrizes. Reaparecimento da doença é raro, mas pode ocorrer.
Como se previne?
Não há como prevenir a doença até o momento.
O que é?
É uma erupção aguda de pele, em geral de cor branca, autolimitada, que afeta principalmente adolescentes e adultos jovens de ambos os sexos. As lesões de pele são sucessivas e progressivas, com regressão e cura.
Como se desenvolve ou se adquire?
Embora a causa seja desconhecida, os sintomas ocasionais que antecedem a erupção, o curso característico da doença, a tendência para imunidade permanente, a freqüência maior em algumas estações do ano (como outono e primavera) indicam um agente infeccioso (viral) ainda não identificado. Porém, a doença não é contagiosa.
O que se sente?
Em geral, a erupção é assintomática. A coceira nas lesões pode ser leve (50% casos) a severa (25% casos). Não tão freqüentemente pode anteceder à erupção um quadro leve com sintomas semelhantes aos da gripe. Aparece uma placa inicial oval, bem delimitada, de 2-4cm de tamanho, com um colarete escamoso característico. É a chamada placa precursora ou placa mestra. Em poucos dias ou semanas, lesões de aparência semelhante, porém menores, aparecem ao redor da lesão inicial. A erupção envolve o tronco e partes mais próximas dos membros - braços e coxas. Poupa face e regiões das palmas das mãos e plantas dos pés.
As lesões no tronco tendem a seguir as linhas da pele, em sentido paralelo, resultando na aparência de "árvore de natal". As lesões curam em 6-8 semanas, podendo persistir por mais tempo. Existem formas atípicas, com lesões muito inflamatórias e em áreas não habituais.
Como se faz o diagnóstico?
O diagnóstico clínico é bem sugestivo pelo aparecimento da lesão precursora, seguimento das outras lesões em aparência e tempo característicos, assintomáticas em geral.
Muitas vezes é necessário exame de sangue para excluir outras doenças com quadro clínico semelhante (e com tratamento específico) ou até exame de pele (biópsia da lesão) para descartar outras doenças - principalmente quando a evolução for mais prolongada (ultrapassando 2 meses de curso) ou com lesões atípicas.
Como se trata?
A erupção cura espontaneamente na maioria dos casos, necessitando orientações apenas. Para alguns pacientes, é necessário medidas de alívio da coceira e hidratação da pele. A cura geralmente ocorre no período de 6 a 8 semanas, não deixando cicatrizes. Reaparecimento da doença é raro, mas pode ocorrer.
Como se previne?
Não há como prevenir a doença até o momento.
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